segunda-feira, 26 de agosto de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

tudo previsto, nada resolvido #

ás vezes vejo uma toca. vejo de longe e sinto de perto. é uma toca oca e nem preciso de um walkie talkie. pelo ambiente dá pra saber. uma raposa em desespero. é dramática. é medíocre. mas também sente dor. e sente o gosto da vingança, alem de catarro. a raposa tem uma bisavó que está com pneumonia (nível UTI) e não foi visitar, e não, não é tão frígida (apesar de só avistar), mas sei que tem medo de ver a dor espalhada num corpo mais que uma vez, me lembro bem desse filme. sua mãe quase se foi mais que vinte vezes quando internada. e chorava, isso também lembro. quanto medo raposa..e espelha todos eles pra si. já ouvi alguém dizendo um: "MORNA!" ou até: "não gosta de ninguém". tô começando a me acostumar com os desajustes daquela toca. percebo um aperto ali, outro aqui, e "o diabo sempre vem pra mais um drink". o mundo não olha pra você da mesma maneira que o vê. vai indo tudo desajustado, do jeito que não deveria ser, ou simplesmente não gostaria. eu, a raposa, os selvagens, a fumaça, lugares errados, pessoas erradas, horas erradas. curiosidades erradas. o que está certo, então? o ponteiro, números, as pessoas, o movimento, os momentos. a pressa do mundo? não sei, sou uma filha da genética. genética! *blargh*. que palavra humilde, não? vamos culpar a genética então! que uniu carne sem amor, e resultou em doença. acho que aos poucos estou descobrindo que essa coisa de karma pode existir, mas será que isso não serve só pra essa vida. alô? pode ser que o que eu vivi, aquela raposa tá pagando, em prestações e juros, talvez. sera que tem alguém ai que não fica só presenteando? (como as raposas, e os elefantes) alem de sentir o que a raposa sente, vejo também os animais sem cama. chão eles tem, porem duro. o conhecido selvagem que não tem cobertor pra dormir. mas vejo que ele pagou pela capa da invisibilidade. e só precisa de substancias. e tem a espécie raposa que tem sua toca, mas foge da fumaça. do ar sujo. por puro medo. tem mais um grupo acola que não tem água. não tem fome. não tem sede. acabou o apetite? tem alguém ai? a noite mal dormida, ou não dormida, vem desses fantasmas, desses pesos que a gente não sente, vem da vingança. vem da falta de experiencia. vejo que a raposa precisa da coragem dos verdadeiros selvagens. essa raposa é muito pura, sem ironias e falácias. estou aprendendo a não criar laços errôneos e prejudicar outra vítima da genética. ainda vou atravessar os vales e contar tudo à raposa, porque o (meu) preço de nascer é ser esse resultado. como se não fosse um só. a sina de se espalhar e ensinar e fruir. e tem sempre alguém mais esperto que raciocina calmamente na hora do desespero. e você lembra de quando riu. não devo ser sem humor. porem sei que vou pagar de algum jeito. engolir tudo, até me abrir com a raposa, os lobos, os leões, os elefantes, e os verdadeiros selvagens. me despeço ainda morna, esperando que o sol aqueça a toca, o coração, e os passos das pessoas e do reino Animalia, e que saibam guiar o caminho, e sejam menos tendenciosos ao escolher o que o destino prevê.

domingo, 18 de agosto de 2013

lego de ego #

odeio amar
amores doloridos,
porque mesmo não sendo,
eu finjo estar neles.

odeio amar amores doloridos,
por saber da dor
e não do amor.

odeio amar amores doloridos,
porquê amar amores doloridos
seria masoquismo.

odeio a palavra "odeio"
e toda a energia que ela absorve,
em ser capaz de transformar amor
e dor ao mesmo tempo.

eu odeio odiar amores
e dores.
mas odeio ainda mais não
possuir a dor e o amor
só pra mim.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

sobre corizas e espinafres

essa coriza só te deixa mais forte,
a figura não é culpada por deixar a fresta
que empurra o vento e te ameaça.
essa coriza sempre será o mesmo mal estar
em períodos diferentes
essa coriza nunca te matará,
só acrescentará um pouco de dor.

e alguém dirá que um daqueles comprimidos tolos&coloridos aliviará.

espero que dessa vez o plástico derreta incolor, sem arrependimento.

quem te mata não
é o espinafre
que te alimenta
e em animação
te fortalece.

ninguém tem culpa de inventar.
ninguém mandou acreditar.

pobre de mim

tenho tanto a dizer,
boquejar,
farfalhar,
berrar.
tô colhendo todo o silêncio pra mim
até que as mãos
ou as línguas malditas
desfaçam o prazer que sinto
em guardar comigo
o choro de bezerro
mal amado e pervertido.
teu ego me assalta aos poucos
e eu pobre de tudo,
me amarro
nesse açoite que
cria rastros,
e que pena não ser a única.

floresta

somos presas,
vamos a caça,
estamos presos,
vamos a liberdade,
sou uma armadilha
e você mordeu a isca.

sobre estar só

naquela universidade só tem divagações.
vejo vultos sonoros que auto explicam:
"estou aqui
mas sozinho
e isso me faz estar lá também"
separações de cursos
separações de salas
separações de vínculos
separações de atenção
estão ali pra aprender,
ou levar algo alem
de meros tijolos a vista.
insisto.
aquela biblioteca nos une de forma impar
e isso dói.
essa universidade é alta em iludir.