quero escrever schweppes da minha maneira
quero você no meu colo machucando o osso
te quero
todo dia
quero cadeira de massagem
quero filme sozinha
te esquento
algum dia
quero bagunçar meu cabelo
quero andar sozinha
te incomodar
quero jogar
quero ser a parte integra
te desafiar
quero.
te vejo,
Hoje
grande.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
-
Setembro é mês de ano novo, assim como o restante. E o ego já ousa em contar como resto o que não mostra propriedade. esse mês completa tantos anos, alguém parabenizou setembro? pra quê festa de aniversario sendo que o culpado não leva recompensa. Mês que pode ter surpreendido alguém, quem sabe, não pago pra ver..
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Colecionando peças #
O comodismo é aquela caneca velha e bonita que o comprador não hesita em trocar e mesmo assim sabe que não precisa de outra. E há quem troque boas notas por grandes moedas.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
o prato está na mesma #
pra quê
brincar de mal gosto
afinal
se o fogo está aceso
e a comida pronta pra
ser servida?
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
tudo previsto, nada resolvido #
ás vezes vejo uma toca. vejo de longe e sinto de perto. é uma toca oca e nem preciso de um walkie talkie. pelo ambiente dá pra saber. uma raposa em desespero. é dramática. é medíocre. mas também sente dor. e sente o gosto da vingança, alem de catarro. a raposa tem uma bisavó que está com pneumonia (nível UTI) e não foi visitar, e não, não é tão frígida (apesar de só avistar), mas sei que tem medo de ver a dor espalhada num corpo mais que uma vez, me lembro bem desse filme. sua mãe quase se foi mais que vinte vezes quando internada. e chorava, isso também lembro. quanto medo raposa..e espelha todos eles pra si. já ouvi alguém dizendo um: "MORNA!" ou até: "não gosta de ninguém". tô começando a me acostumar com os desajustes daquela toca. percebo um aperto ali, outro aqui, e "o diabo sempre vem pra mais um drink". o mundo não olha pra você da mesma maneira que o vê. vai indo tudo desajustado, do jeito que não deveria ser, ou simplesmente não gostaria. eu, a raposa, os selvagens, a fumaça, lugares errados, pessoas erradas, horas erradas. curiosidades erradas. o que está certo, então? o ponteiro, números, as pessoas, o movimento, os momentos. a pressa do mundo? não sei, sou uma filha da genética. genética! *blargh*. que palavra humilde, não? vamos culpar a genética então! que uniu carne sem amor, e resultou em doença. acho que aos poucos estou descobrindo que essa coisa de karma pode existir, mas será que isso não serve só pra essa vida. alô? pode ser que o que eu vivi, aquela raposa tá pagando, em prestações e juros, talvez. sera que tem alguém ai que não fica só presenteando? (como as raposas, e os elefantes) alem de sentir o que a raposa sente, vejo também os animais sem cama. chão eles tem, porem duro. o conhecido selvagem que não tem cobertor pra dormir. mas vejo que ele pagou pela capa da invisibilidade. e só precisa de substancias. e tem a espécie raposa que tem sua toca, mas foge da fumaça. do ar sujo. por puro medo. tem mais um grupo acola que não tem água. não tem fome. não tem sede. acabou o apetite? tem alguém ai? a noite mal dormida, ou não dormida, vem desses fantasmas, desses pesos que a gente não sente, vem da vingança. vem da falta de experiencia. vejo que a raposa precisa da coragem dos verdadeiros selvagens. essa raposa é muito pura, sem ironias e falácias. estou aprendendo a não criar laços errôneos e prejudicar outra vítima da genética. ainda vou atravessar os vales e contar tudo à raposa, porque o (meu) preço de nascer é ser esse resultado. como se não fosse um só. a sina de se espalhar e ensinar e fruir. e tem sempre alguém mais esperto que raciocina calmamente na hora do desespero. e você lembra de quando riu. não devo ser sem humor. porem sei que vou pagar de algum jeito. engolir tudo, até me abrir com a raposa, os lobos, os leões, os elefantes, e os verdadeiros selvagens. me despeço ainda morna, esperando que o sol aqueça a toca, o coração, e os passos das pessoas e do reino Animalia, e que saibam guiar o caminho, e sejam menos tendenciosos ao escolher o que o destino prevê.
domingo, 18 de agosto de 2013
lego de ego #
odeio amar
amores doloridos,
porque mesmo não sendo,
eu finjo estar neles.
odeio amar amores doloridos,
por saber da dor
e não do amor.
odeio amar amores doloridos,
porquê amar amores doloridos
seria masoquismo.
odeio a palavra "odeio"
e toda a energia que ela absorve,
em ser capaz de transformar amor
e dor ao mesmo tempo.
eu odeio odiar amores
e dores.
mas odeio ainda mais não
possuir a dor e o amor
só pra mim.
amores doloridos,
porque mesmo não sendo,
eu finjo estar neles.
odeio amar amores doloridos,
por saber da dor
e não do amor.
odeio amar amores doloridos,
porquê amar amores doloridos
seria masoquismo.
odeio a palavra "odeio"
e toda a energia que ela absorve,
em ser capaz de transformar amor
e dor ao mesmo tempo.
eu odeio odiar amores
e dores.
mas odeio ainda mais não
possuir a dor e o amor
só pra mim.
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